Orgulho e nacionalismo
Com o objetivo de retratar a independência dos Estados Unidos de forma a agradar o público geral norte-americano, Hollywood promoveu o filme "O Patriota". O filme apresenta diversos pontos positivos e precisos historicamente, mas também mostra falhas históricas e deixa uma impressão um tanto quanto nacionalista e em certos momentos até mesmo racista.
Os pontos fortes estão ligados ao bom retrato feito da sociedade paternalista existente entre 1770 e 1780 e da importância das milícias irregulares na luta pela independência. Os pontos fracos do filme, são no entanto, muito mais grosseiros historicamente. Talvez devido a um esforço para glorificar a luta do indivíduo norte-americano, a aliança com a França e a participação de escravos que visavam a liberdade é praticamente esquecida ao longo do filme. A questão escravista é tão mal retratada que em certos momentos chega a se a pensar que a abolição ocorreu logo após a indepenência e em nenhum momento a questão é colocada como o pivô da futura guerra entre Sul e Norte.
Contudo, o filme vale-se de grande apelo emocional para o povo norte-americano através de cenas fortes e violentas, porém igualmente emotivas. Trata-se de mais um sopro no já inflado orgulho norte-americano. Talvez por isso os erros históricos pareçam tão grosseiros para nós, mas talvez precisemos de um pouco mais desse orgulho em relação à nossa própria história, mesmo que a declaração de independência de D. Pedro às margens do Rio Ipiranga não seja tão emocionante quanto a empreitada de Mel Gibson, o Patriota.
Os pontos fortes estão ligados ao bom retrato feito da sociedade paternalista existente entre 1770 e 1780 e da importância das milícias irregulares na luta pela independência. Os pontos fracos do filme, são no entanto, muito mais grosseiros historicamente. Talvez devido a um esforço para glorificar a luta do indivíduo norte-americano, a aliança com a França e a participação de escravos que visavam a liberdade é praticamente esquecida ao longo do filme. A questão escravista é tão mal retratada que em certos momentos chega a se a pensar que a abolição ocorreu logo após a indepenência e em nenhum momento a questão é colocada como o pivô da futura guerra entre Sul e Norte.
Contudo, o filme vale-se de grande apelo emocional para o povo norte-americano através de cenas fortes e violentas, porém igualmente emotivas. Trata-se de mais um sopro no já inflado orgulho norte-americano. Talvez por isso os erros históricos pareçam tão grosseiros para nós, mas talvez precisemos de um pouco mais desse orgulho em relação à nossa própria história, mesmo que a declaração de independência de D. Pedro às margens do Rio Ipiranga não seja tão emocionante quanto a empreitada de Mel Gibson, o Patriota.

1 Comments:
Excelente trabalho. Ótimas observações.
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